Sunday, May 25, 2008

Brigite

Tenho saudades de estar com a Brigite. Já não sei há quanto tempo foi a última vez que partilhámos segredos e lágrimas por entre sussurros e gargalhadas! Quando estou com ela o tempo voa mas é sempre tão bom! E quando ela ainda está a acenar pronta para ir embora, já sinto as saudades a apertarem-me o peito.
Pela casa fica o seu aroma doce que tanto a caracteriza, e há sempre qualquer coisa esquecida por entre as almofadas do sofá! É nessa altura que oiço a buzina do carro a apitar e ela me pergunta se lá deixou algo…
O tempo que estamos juntas resume-se a horas e só acontece de quando a quando! Mas a forma como estamos uma com a outra, é como fosse ad eternum ou sem amanhã! A amizade não se perde por entre os dias e os meses que não nos vemos, a cumplicidade é sempre a mesma e aquele sentimento de telepatia que compartimos é algo que sempre nos fascinou.Este ano ainda não a vi. A sua voz é o que me vai consolando do outro lado da linha ou uma carta que por vezes trocamos a relatar as novidades que nos enchem os dias. Mas sei que está para breve novo reencontro, eu sinto-o e sei que ela também!

Porque há músicas que falam por nós...

e por todos os momentos...


Monday, May 5, 2008

Encosta-te a mim e mostra-me essa tua tatugem de uma estrela do mar...

Aprendi há pouco tempo a admira-lo, pois as suas letras já as amo há muito.
Aqui deixo três amostras do seu reportório que eu não me canso de ouvir... e sabe-se lá porquê?!

Para nós...



para ti...



para mim...

Saturday, May 3, 2008

Com a cabeça à roda

No fim da noite, quando aquilo que dizes ou escreves nasce da espontaneidade do momento que se revela, em simultâneo foge-te ao controlo.
Realizas o que fazes quando a realidade com que te deparas magoa, assim, como um soco inesperado onde fôlego se vai. Infelizmente é tarde para voltares atrás! Não pensaste antes de agir e o impulso foi maior que a razão!
Choras com remorsos a tua atitude mas depressa te desenganas quando a sobriedade volta a ser o normal do teu espírito… mas não sentes arrependimento! Se o tempo atrás voltasse, tudo farias de igual modo.
A vida é crua! E sempre foi! Ou te fazes a ela de vez, ou perdeste nas tentativas frustradas de a tornar no sonho que sempre sonhaste…

Acorda antes que seja tarde e vive a vida assim mesmo.

Sunday, April 13, 2008

Sê feliz!


A vida é feita de esperas, e na verdade as coisas vão surgindo quando se é paciente!
Mas quem sempre esperou por algo, e que no fundo sabe que não vai ter...
fica cansado!
Há só dois dias nesta existência, e o que mais temos é que ser felizes...
Deixa de esperar então...

Sunday, March 30, 2008

Amaral & Moby

Só hoje soube que o Moby cantava em Espanhol! E canta tão bem... a música é linda, com uma mensagem muito forte, e o clip não fica atrás.
Enjoy it !!

Sabe bem algo assim

As chamas na fogueira vão subindo e ganhando corpo. Já sinto na pele o seu calor e o ambiente em volta começa a ficar mais acolhedor.
É Domingo à tarde. Lá fora o vento é fresco e o sol anda de nuvem em nuvem com receio de se mostrar. É por isso que não me importo de trocar um café na rua por o quente do lar. Abro a janela e sinto o cheiro da terra molhada embrulhada com o do lume de chão. As cores no campo em frente já lembram outro tempo, assim como os sons que vêm do topo das árvores e que também são sinal de vidas tornadas nesta estação. Mas eu volto para dentro. Sento-me com a manta sobre mim. Não tenho frio, mas por estes dias ainda sabe bem algo assim.
Apercebo-me da presença de mais “alguém” e depressa descubro quem é! Salta-me para o colo e num ápice aninha-se ali. Acaricio-lhe o pêlo macio e deixo um sorriso rasgar-me a cara ao sentir o gozo de ambas.
Regresso à leitura ao som de algo, não importa o quê nem quem. Só sei que aquela música me faz sentir serena e conforta, assim como as chamas da fogueira e a manta a envolver-me, e mais do que tudo, a presença de “alguém”.

Friday, March 28, 2008

Abraço

Acordo cedo.
A primeira luz do dia surge agora, mas não encontro mais o sono.
Ao meu lado, deitado na cama, ainda descansas profundamente. Encosto-me a ti para me aquecer, pois o frio da hora começa a assentar nos meus ombros. Envolvo-te com os meus braços, e dou-te um beijo demorado.

Simplicidades como esta fazem-me feliz, ao invés de tudo o resto que durante os dias nos atormenta e mói, e afinal, sem qualquer significado aparente.
Mas por vezes somos assim, quer queiramos quer não, filhos do passado, e como qualquer cria, a independência dos progenitores vai-se ganhando aos poucos, com cada dia vivido e sofrido (para o bem e para o mal).
Ontem (re)apercebi-me que a existência, mesmo sendo traçada em linha recta com um principio e um fim, é cíclica em simultâneo. E só com raras excepções consegues escapar-te ao quase certo, aquele que acontece porque tem que acontecer, e não o “certo” que acontece off the record.
Por vezes é difícil digerir as situações. E se estas se repetem e ainda não digeriste a última, o mais provável é ficares angustiado, e abandonares a realidade num deja vou redundante e sem fim.

Antes que seja tarde agarra-te a estes momentos, como um simples abraço e beijo sentido, e que tanto te deleitam.

Wednesday, March 26, 2008

Again



Se eu soubesse dizer-te onde me dói…
talvez já tivesse curada.

Tem dias maus, ou mesmo horas em que se torna quase insuportável. O que me vale são as fracções do tempo em que estou numa outra extensão e mergulho nela em desespero, à procura do foco da dor para o poder eliminar.


Antes não era assim! Não era tão pronunciado!
Eu recordo-me bem, não te lembras?


Tudo começou quando… quando na verdade eu quis que a dor aumentasse! Agora que paro e que penso, e que A sinto a aproximar percebo que ela depende apenas de mim! Da minha força ou não, da minha vontade ou não, da minha disposição ou não.


Já não é primeira vez que chego a esta conclusão.
Afinal é tão simples aliviar a mágoa!


(Mas engano-me! Amanhã ela está de volta, e tudo acontece de novo. Sei-o bem! Sempre foi assim)


Se eu soubesse dizer-te onde me dói…
talvez já tivesse curada…

Friday, September 28, 2007

... ainda



Já lá vão alguns dias desde que te foste. Para trás fica a saudade e o cheiro que trazes nestes dias de calor. Sabe bem cheirar o sol na tua pele e sentir o gosto a sal depois de um beijo demorado pelo teu corpo...
Mas tiveste que ir! Pouco mais que as recordações do “já foi” eu trago em mim junto ao peito sedento de amor.
As flores com que te despediste ainda não murcharam, mas a sua beleza e fragância foram contigo, e eu, cá estou… na esperança de um dia as cheirar, a elas e a ti.
Ainda te espero… ainda…

Monday, July 16, 2007

Saturday, July 14, 2007

Renascer II



Por vezes novas prioridades surgem nos nossos dias!
Pequenos gestos se vão deixando para trás ao invés de instantes de deleite, e a paixão corre nas veias do nascer ao pôr do sol quando nos entregamos a um novo desafio!
Não duvido nem vacilo sobre o que aqui vai, e anseio por tal dia como anseio todos os dias pelo beijo dos Bons Dias que tão bem sabe receber de alguém... tão especial... tão perfeito!

Sunday, March 18, 2007

Até se Mika bem!

Amo-te


Amo-te!
De todas as formas e feitios, cores e opacidades! Faça chuva ou faça sol, seja dia ou seja noite!
Amo-te!
Assim… do direito e do avesso, por dentro e por fora!
Amo-te...
Desde o primeiro beijo que te dei e até ao dia em que morrerei!

Saturday, March 10, 2007

Season

É enquanto o Sol se vai apoderando dos dias, que o calor a queimar a pele traz os odores guardados de há muito.
Começam as manhãs de forma diferente a acabarem nas noites longas que em nada mudam, seja Inverno ou Verão.
O verde sacia-me a alma, e o azul mata-me a sede de saudade. A cor que cada flor transmite, preenche-me as horas de contemplação.
Esta janela que me observa e me leva ao mundo vai sendo cúmplice da minha intimidade. Por ela entram os sons, os cheiros e os rubores novos da estação, e que se misturam na fragância residente e alojada em mim sem sazonalidade.

Wednesday, February 28, 2007

What a Wonderfuul World



I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world

I see skies of blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world

The colours of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shakin' hands, sayin' "How do you do?"
They're really saying "I love you"

I hear babies cryin', I watch them grow
They'll learn much more than I'll ever know
And I think to myself, what a wonderful world
Yes, I think to myself, what a wonderful world

Oh yeah

Louis Armstrong

Até

Porque suspiras dessa forma tão intensa?
Pelos momentos que já não voltam onde a voz te fluía e os movimentos dançavam?
Eu sei porque o fazes…talvez! É essa impotência que hoje te invade, e um dia quando ela te alcançou tu orgulhosamente não a aceitaste.
Mas continuas ai! Nada que eu não suspeitasse… afinal nunca partiste de vez!
Muito menos agora o vais fazer, que os dias vão ficando mais longos e te trazem à memória tudo aquilo que um dia tiveste… ou não! Vais chorando as perdas, e assim vais ficando, e ficando... só tu e mais ninguém sabe... até quando…
Vou continuar a ver-te e estar contigo... e só tu e eu sabemos... até sempre!

Thursday, February 22, 2007

Uma música para cada lugar, para cada momento, para cada pessoa...



É com lágrimas teimosas que me ofuscam os olhos que escrevo este post...


Sei de cor cada lugar teu
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só

Eu Vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar

Mafalda Veiga

Tuesday, February 13, 2007

A frio

Foto de Uwe Niemyt

O lume brando por vezes aquece demais do que queríamos, ou não! E o calor que dá não é suficiente para o evoluir da cozedura! A água tardia que juntei para acalmar tirou-lhe o gosto apurado, ou não! E prolonguei a demora que antes queria que fosse curta! E por fim, quando quis mexer para não queimar já foi tarde, ou então indiferente!
Nada melhor que servirmo-nos de quando a quando a frio, para realçar o sabor por vezes dissipado pela conjunção dos condimentos (in)apropriados, e da receita que não se ajusta ao teu jeito! Amanhã vai ser assim, a frio! Onde vou apurar cada um dos meus sentidos e deste outro que me persegue…
Vou deixar de ver para antes observar... cada gole do teu olhar!
Vou deixar de ouvir para antes escutar... cada miolo das tuas palavras!
Vou deixar de cheirar para antes inalar... cada fragmento do teu odor!
Vou deixar de tocar para antes fundir... cada parte do teu corpo!
Vou deixar de provar para antes moer… cada talhada do que tens para me oferecer!
O outro sentido vou deixar que tu o apures!

That day